A direção da ACEDIJUS, perplexa com os acontecimentos políticos e as ações que vêm pautando o Governo Eduardo Leite, desde que esse tomou posse, no início do ano que passou, vem a público repudiar de forma veemente o desmonte do serviço público, consolidado nesta quinta-feira, 30 de janeiro de 2020, por um Legislativo conivente, cuja quase totalidade de seus membros é permeável à troca de favores e à comunhão servil aos poderosos, massacrando os servidores públicos e, com eles, a própria população e os pequenos e médios comerciantes, que verão suas vendas morrerem à míngua, face ao estado de miserabilidade ao que o Governo Estadual condenou seus servidores.

Repudia, também, a total omissão do Tribunal de Justiça, cuja atual administração, ao longo dos dois últimos anos, preocupou-se unicamente com os interesses econômicos da Magistratura, sendo absolutamente incapaz de dialogar com seus servidores ou de atuar  com o necessário empenho junto à Assembleia Legislativa, para que um projeto de lei de autoria ainda da gestão anterior, pretendendo míseros 5,58%, e ainda alusivo ao ano 2014, de reposição inflacionária em seus vencimentos, fosse aprovado.

Contudo, a partir da próxima segunda-feira, com uma nova Administração, capitaneada pelo Desembargador Voltaire de Lima Moraes, deposita sua esperança em um novo tempo nas relações entre magistrados e servidores, com os últimos realmente valorizados e satisfeitos.

Repudia um Governo que renunciou ou ainda irá renunciar, pelos movimentos que faz, aos mais sagrados e fundamentais princípios da tutela estatal: Saúde, educação, segurança e saneamento básico, abandonando o povo riograndense à sua própria sorte.

Conclama, enfim, a todos os seus associados ao engajamento perene e definitivo em uma luta sem trégua para que, em 2022, tenhamos uma profunda reformulação nos rumos do Rio Grande, para que conscientizem seus familiares e seus amigos a renovar com qualidade não só o Parlamento Gaúcho, mas também a eleger um Governador voltado aos interesses e ao bem-estar do povo, em detrimento dos poderosos.

Porto Alegre, 30 de janeiro de 2020.

A Direção.

 

 

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